Em 2009 o Ministério da Saúde (MS) em parceria com o IBGE desenvolveu um estudo que traçou o perfil da saúde no Brasil. Através do Pnad (Programa Nacional de Amostras de Domicílios) do IBGE, o MS conheceu melhor o mercado de saúde nacional e sinalizou onde havia carências e/ou sobrecargas de serviços médicos públicos e privados. Esse estudo demonstrou um perfil social bastante interessante do nosso povo, mas não trouxe grandes novidades para quem analisa o mercado de saúde nacional. Afinal, muitos de nós sabemos da ineficiência do serviço público de saúde no Brasil e do seleto grupo dos investimentos em saúde privada.

Esse estudo demonstrou alguns dados interessantes, como, por exemplos:

Dos quase 180 milhões de brasileiros, apenas 26,3% são clientes de planos de saúde e convênios médicos. Ou seja, algo em tornos de 47 milhões de pessoas. Os planos de saúde rebatem esses números e diz que os seus clientes estão em algo em torno de 43 milhões. No Sul e Sudoeste o percentual de pessoas com planos de saúde e três vezes mais do que no Centro Oeste e quatro vezes mais d que no Norte e Nordeste.

31,3% dos brasileiros disseram ter pelo menos uma doença crônica. (aproximadamente 36 milhões de pessoas).

5,9% declararam ter mais de 03 doenças crônicas.

As principais doenças crônicas são hipertensão, doenças da coluna ou costas, artrite, reumatismo, bronquite, asma, depressão, doença do coração e diabetes.

32,5% das mulheres têm doenças crônicas contra 27,2% dos homens.

8,6% dos brasileiros disseram ter restrições de trabalho nos últimos dois anos, por tempo inferior duas semanas, por motivo de saúde. Esse número equivale a 15,4 milhões de pessoas. População igual a da grande São Paulo.

77% dos usuários de planos de saúde são funcionários privados e 23% são funcionários públicos.

20% dos usuários de planos de saúde têm os seus custos totalmente cobertos pelo empregador.

Os atendimentos públicos ocorrem das seguintes formas e proporção: dos 73,6% das pessoas sem planos de saúde, 56,8% recorrem ao posto ou centro médico, 19,2% recorrem aos consultórios particulares e 12,2 recorrem ao ambulatório hospitalar.

Qual a conclusão que podemos tirar preliminarmente desses dados?

A priori, se pode fazer duas análises genéricas desse estudo. Uma pessimista e outra otimista. Vejamos:

Numa análise meramente pessimista, se pode dizer com afinco a dura e crua realidade da saúde pública no Brasil e dos altos preços cobrados pelos planos de saúde, que acaba inviabilizando o acesso de novos clientes. O serviço oferecido pelo governo é simplesmente incapaz de atender um oitavo da nossa população humana e, pelo que ser ver, nos próximo 10 anos pouca coisa vai mudar nesse cenário. Os planos de saúde e convênios médicos, nesse mesmo período, devidos aos seus altos custos de investimentos, tecnologia e equipamentos, por cento, também não baratearão os seus preços.

Pelo lado otimista se ver o grande e pujante mercado de saúde a ser explorado em nosso país. Isso se valida, pois os brasileiros que declaram impostos de rendas anuais, 92,7% destes compravam gastos em serviços particulares de saúde.

12,6% dos brasileiros se dizem clientes exclusivos de serviços médicos particulares. Esse número corresponde a 21,6% da nossa população e o seu ticket médio é 05 vezes superior ao ticket médio do serviço público que no ano de 2009 foi de R$ 526,30.

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