A Agência Nacional de Saúde quer definir um prazo máximo entre a marcação da consulta e o atendimento médico. Setor lidera lista de reclamação no Procon de São Paulo.

Cliente do plano de saúde que quer marcar consulta com a endocrinologista tem que esperar até junho, mas se a consulta for particular, é possível ser atendido na semana seguinte.

Não existe lei que determine um prazo para que o paciente seja atendido pelos planos de saúde, mas isso pode mudar. A Agência Nacional de Saúde Suplementar quer criar regras para o atendimento de paciente de convênio e estabelecer um prazo máximo entre a marcação da consulta e o atendimento médico.

Prazos sugeridos na consulta pública:

– exames de laboratório e radiografias – três dias úteis.
– clínico geral, pediatra, ginecologista – sete dias úteis.
– consultas de rotina para cardiologia, ortopedia e traumatologia – sete dias.
– outras especialidades – 14 dias úteis.

E só exames de altíssima tecnologia, considerados procedimentos de alta complexidade, estão sujeitos a uma espera maior, de 21 dias úteis.

Hoje, sem regras definidas só resta ao paciente recorrer aos órgãos de defesa do consumidor. “Ele deve reclamar primeiro para a operadora, para que ela resolva o problema. Não conseguindo isso, deve encaminhar para a ANS e depois para os órgão de defesa do consumidor”, afirma Paulo Arthur Góes, diretor do Procon – SP.

A consulta pública da Agência Nacional de Saúde vai até o dia quatro de março. Clique aqui e deixe sua opinião.

A ANS estabeleceu 12 Núcleos com atuação regional no país para receber as demandas dos cidadãos.

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