Todas as empresas médicas que utilizam profissionais como prestadores de serviços precisam contabilizar seus custos de formas técnicas para poder remunerar corretamente os profissionais, cobrir seus custos operacionais e consequentemente auferir lucros.

É comum em muitas empresas brasileira da área de saúde se verificar erros de precificação, contabilização e remuneração de serviços médicos, uma vez que não incluem-se devidamente nesses cálculos os impostos e custos incidentes.

No Brasil é comum se utilizar percentuais para quantizar as parcelas do composto do preço dos serviços médicos como forma de rateio de remuneração destes prestadores de serviços.

RATEIO CAPA 3Essa maneira pode ser adequada se contabilizar corretamente os impostos incidentes, – que não são posses da empresa nem do prestador de serviços -, mas sim a fatia que o governo cobra de todas as operações comerciais.

Para a clínica médica é recomendado acordar previamente com o prestador de serviços médicos o repasse do pagamento dos impostos, que felizmente terá de ser feito pela empresa ao governo.

Se por ventura o repasse dos impostos não for feito da forma prevista nas leis brasileiras, por certo, ocorrerão multas, sanções e punições para a empresa médica ou seus representantes.

Portanto, tanto a empresa como o prestador de serviços médicos devem está conscientes que, querendo ou não, gostando ou não, terão de repassar a parte dos seus esforços para o governo em forma de impostos, taxas e contribuições sociais previstas nas leis brasileiras.

Por exemplo: Quando se diz que o médico atuará numa determinada clínica como prestador de serviços e que será remunerado, com 70% do valor da consulta e o restante (30%) será a parte da clínica médica, precisa saber se essa divisão percentual é sobre o valor total da consulta ou sobre o valor desta, deduzido os impostos incidentes e as taxas operacionais.

Sem esse devido acordo prévio, muitas vezes a clínica médica pode ficar no prejuízo, haja vista que em muitos casos 30% dos valores retidos dos serviços médicos não são suficientes para pagar os impostos, cobrirem os custos com material e os custos operacionais.

Como veremos a seguir, a carga tributária sobre os serviços médicos precisa inicialmente ser definida como elemento do composto do preço e principalmente de quem será a responsabilidade de pagá-la ou repassá-la ao Fisco. Ou seja: o cliente, o médico ou a clínica.

Para efeito legal e tributário a empresa médica deve recolher os impostos sobre os serviços prestados e repassá-los completamente ao governo.

Sem a devida análise técnica da formação dos custos e dos preços dos serviços médicos é impossível realmente gerenciar esse negócio focado no resultado positivo (lucro).

Aplicar os famosos ‘achismos de percentuais de rateios’ nesses casos é decretar a falência do negócio.

Uma coisa é certa: os impostos e os custos existirão e precisarão de coletores e pagadores. Como essa operação será feita e quem pagará os impostos, isso é uma decisão gerencial que determinará o sucesso ou o fracasso da empresa.

Vale citar ainda que a fonte inicial dos pagamentos dos impostos é o cliente. A empresa médica e o prestador de serviços são, nesse caso, apenas coletores e emissores de valores para o Fisco.

O médico e a empresa médica são, em seus respectivos instantes, formas e enquadramentos fiscais e tributários, fontes efetivas de pagamentos de impostos, somente quando identificados como geradores de renda efetivas. Saiba Mais Aqui!