cortando-dinheiroNo pacote de cortes orçamentários para o ano de 2015 o Governo Federal anunciou o bloqueio de 22,7 bilhões de reais como contingenciamento. 1,9 bilhões de reais por mês. Este pacote foi distribuído entre os 39 ministérios, sendo que os mais atingidos foram Educação (31%), Defesa (8%), Cidades e Desenvolvimento Social (7%, cada). O Ministério da Saúde aparece entre os “Outros” ministérios, com corte total de 33% do orçamento anual.

Segundo o Ministério do Planejamento o contingenciamento anunciado vai reduzir em um terço a previsão inicial para os gastos em todas as pastas governamentais. A Saúde que tem o orçamento previsto para 109,3 bilhões, perderia, nesta proporcionalidade, aproximadamente 36 bilhões de reais. Algo em torno de 3 bilhões por mês. Porém, no site do Governo Federal o corte é de apenas 326 milhões de reais, neste ano.

Todavia, na prática, não é isso que se ver nos pontos de atendimentos públicos. O atendimento ambulatorial foi seriamente diminuído em todas as unidades de atendimentos de serviços públicos de saúde do Brasil.

Em algumas cidades brasileiras a marcação de consultas médicas em postos de serviços públicos está com datas previstas para 60 dias. No nordeste brasileiro, fora das Regiões Metropolitanas, a marcação deste serviço médico está prevista para 120 dias. Nos casos de serviços de imagens como mamografia e ultrassonografia, a espera beira quase um ano ou mais.

Este cenário tem favorecido as empresas formatadas como clínicas médicas populares que, mesmo diante da “tal crise instalada no Brasil”, viram seus faturamentos aumentarem em média 8,4% ao mês, no primeiro trimestre de 2015.

Por outro lado os pagamentos em dinheiro dos serviços médicos em clínicas médicas populares, que eram aproximadamente 70% do faturamento caíram para 58%, enquanto os pagamentos com cartões de créditos aumentaram 21%, neste mesmo período.

O mercado de clínicas médicas populares não está imunes as crises econômicas ou oscilações do mercado financeiro brasileiro ou mundial. Contudo, com a deficiência dos serviços públicos de saúde em nosso país e sucessivos cortes orçamentários dos governos, este modelo de negócio é a primeira opção da clientela que procura atualmente os serviços de saúde privado no Brasil.

Por certo, o mercado de clínicas médicas populares continuará na contramão da combalida economia brasileira e crescerá muito acima da taxa de crescimento econômico nacional.

Enquanto o Governo Federal negligenciar os investimentos em saúde básica no Brasil, o mercado de serviços médicos populares se expandirá exponencialmente e movimentará bilhões de reais por ano.

Como não temos para os próximos 30 anos nenhuma perspectiva de melhoras orçamentárias para o serviço básico de saúde em nosso país, até lá as clínicas médicas populares continuarão sendo negócios altamente rendosos e prósperos.

Quem viver verá. Quem investir neste mercado fará parte dos empreendedores de sucesso que estão mudando os sistemas e as formas de acessos aos serviços de saúde em nosso país.

Saiba mais aqui!